Perguntas Frequentes

O que é o coronavírus?

O novo coronavírus (SARS-CoV-2) foi detectado em dezembro de 2019 em Wuhan, na China. Os vírus da família coronavírus podem  causar infecções respiratórias de gravidade diversa. A doença causada pela contaminação dessa nova variação do vírus foi denominada de COVID-19.

Como ocorre a transmissão?

O principal modo de transmissão do novo coronavírus é semelhante ao dos vírus da gripe, por meio de gotículas oriundas de tosse ou espirro, assim como da contaminação das mãos com secreções respiratórias por contato direto (aperto de mãos) ou indireto (tocar em superfícies contaminadas e, após, tocar boca, nariz ou olhos).

Quando os sintomas começam a aparecer?

Quando uma pessoa é infectada, há um período de incubação em que a pessoa tem o vírus no organismo, mas ainda não apresenta sinais ou sintomas. Esse período pode durar de 2 a 14 dias. Na maioria dos casos até o momento, tem-se observado uma média de 5 dias. Em seguida, há o aparecimento de sinais e sintomas, como tosse, febre e /ou dificuldade para respirar. Alguns pacientes podem apresentar cansaço, dor no corpo, mal-estar em geral, congestão nasal, dor de garganta ou dor no peito. Algumas pessoas podem não apresentar sintomas ou apresentar sintomas leves, quase imperceptíveis.

Quais são os grupos de risco?

Os grupos de risco para o SARS-CoV-2 são: maiores de 60 anos; pessoas que apresentam outras enfermidades, tais como: hipertensão, doenças respiratórias crônicas, doenças neurológicas e diabetes; grávidas e puérperas; além de imunocomprometidos e indivíduos em uso de terapia imunomodulatória (transplantados, por exemplo).

Qual é a taxa de mortalidade da doença?

De acordo com os dados de morbidade e mortalidade já reportados em outros países, a taxa de mortalidade estimada é de 0,4% ate 49 anos; 1,3% entre 50-59 anos; 3,6% entre 60-69 anos; 8% entre 70-79 anos; e até 15% em pacientes com mais de 80 anos.

Como pode ser feita a prevenção do coronavírus?

Em primeiro lugar, lavar as mãos com água e sabão por pelo menos 20  segundos,  com  frequência.  Na falta, friccionar as mãos com  álcool em gel em concentrações  ≥  60% até  70% e  evitar  tocar  nos olhos, nariz e boca. Além disso, deve-se evitar a exposição ao risco, o que significa prioritariamente evitar aglomerações, ambientes sem ventilação adequada e contato com pessoas doentes e com manifestações respiratórias.

Como diferenciar uma gripe comum da COVID-19? É necessário ter febre para caracterizar o novo coronavírus?

Alguns sintomas podem ser muito parecidos, como febre, dores no corpo, mal-estar em geral, congestão nasal, dor de garganta, que podem aparecer em alguns indivíduos (nem todo mundo desenvolve todos os sintomas). Fique atento ao aparecimento de tosse seca e dificuldade de respirar, que são sinais de alerta da infecção por SARS-CoV-2.  

Tenho sintomas, o que fazer?

Se você desconfia que está infectado com o novo coronavírus, antes de se deslocar a uma unidade de saúde ligue para o número 136, do Ministério da Saúde, para orientações precisas. Também é possível acessar o app Coronavírus-SUS, que dá orientações, inclusive sobre possíveis locais para diagnóstico e atendimento

Além disso, é importante seguir outras medidas, conforme já orientadas nesse canal, para evitar a infecção de demais pessoas.

Há motivos para alarme?

Não é necessário entrar em pânico. É preciso tomar as medidas de cuidados individuais e cobrar das autoridades que façam ações de saúde coletiva adequadas para conter o vírus.

Uma medida que evitará sobrecarregar o sistema de saúde é  procurar as unidades de saúde apenas caso seja totalmente necessário. Se você desconfia de que está infectado com o novo coronavírus, antes de se deslocar a uma unidade de saúde ligue para o número 136, do Ministério da Saúde, para orientações precisas.

O que muda com a elevação do status para “pandemia”?

Na prática as ações serão mantidas. Aqueles países que ainda não têm a epidemia instalada devem desenvolver ações para conter ao máximo a chegada do vírus e sua disseminação. E nos países onde já há epidemia instalada é necessária a criação de uma robusta assistência à saúde para evitar que os pacientes, quando se tornarem graves, evoluam a óbito.

A partir de quando a pessoa é considerada curada?

Ainda não há consenso, mas há a cura clínica (quando a pessoa se recupera sem apresentar sinais e sintomas) e a cura pelo ponto de vista virológico (a negativação no exame). A tendência é o encaminhamento do paciente com alta clínica para isolamento em domicílio, ainda que testando positivo.

Devo me vacinar contra a gripe/Influenza?

Sim. A vacinação contra a gripe protege grande parte dos indivíduos vacinados da infecção por Influenza e desenvolvimento de gripe. Como os sintomas de gripe/Influenza podem se confundir com os sintomas de COVID-19, a vacinação contra gripe deve diminuir o número de pessoas com essa infecção e também a quantidade de casos suspeitos de infecção por coronavírus. Isso é importante, particularmente no grupo de indivíduos acima de 60 anos, que representam também um grupo de risco para o desenvolvimento de sintomas mais graves de gripe. Assim, a vacinação contra gripe diminuirá o número de pessoas que irão procurar os serviços de saúde.

Como funcionam os testes e o diagnóstico da doença?

O teste baseia-se na detecção do material genético do vírus na secreção nasal do paciente. A amostra é coletada com um swab (parecido com um cotonete) e levada ao laboratório para a realização de um teste específico, chamado RT-PCR, para o novo coronavírus. Atualmente, o teste diagnóstico está sendo recomendado para pacientes com sintomas, priorizando aqueles com sintomas graves. A equipe médica responsável pela triagem tomará a decisão de fazê-lo ou não, com o objetivo de garantir que haja teste disponível para todas as pessoas com maior chance de estarem infectadas. 

Atualmente, a UFRJ desenvolve um novo teste para detectar anticorpos em pessoas com suspeita de COVID-19 de forma mais simples, rápida e barata que o teste de PCR.

Planos de saúde cobrem o teste de coronavírus?

Sim

Quem deve ficar em quarentena?

A orientação de quarentena  é para todos aqueles que chegarem de viagens em geral, mesmo que assintomáticos, ou que tenham mantido contato direto com pessoas que chegaram de viagens, casos confirmados, prováveis ou suspeitos. Essas pessoas devem permanecer em casa durante um período de 14 dias, desenvolvendo suas atividades de forma remota.

Com o aumento das recomendações para quarentena, o número de casos será menor?

Sim. A recomendação de apenas testar casos sintomáticos graves vai causar uma falsa impressão de que temos poucos casos de COVID-19. Não podemos relaxar. A recomendação de ficar em casa e se distanciar física e socialmente é a melhor medida que podemos tomar para diminuir a pandemia.

Para evitar sobrecarregar o sistema de saúde e os hospitais, só devemos procurar auxílio médico caso os sintomas se agravem. O principal sintoma a ser observado é a dificuldade para respirar. No caso de sintomas leves, fique em casa.

Álcool em gel caseiro funciona?

A concentração de álcool entre 65% e 80% é muito importante para seu efeito. Para garantir a qualidade e eficiência do álcool em gel, ele deve ser feito por um profissional respeitando as normas vigentes e o preparo de álcool gel caseiro pode ser arriscado. É importante lembrar que lavar as mãos com água e sabão de maneira correta é suficiente para sua proteção! Se você está em casa agora e não tem álcool em gel, não precisa fazer um, lave a mão com água e sabão!

É possível se contagiar mais de uma vez com o coronavírus SARS-CoV-2?

Ainda não é possível confirmar essa hipótese. É uma das perguntas que a ciência ainda não conseguiu responder.

Uma pessoa que já teve os sintomas e aparentemente melhorou pode estar com a COVID-19 e ser transmissora?

Sim. A recomendação é de isolamento ou quarenta por pelo menos 14 dias ou até o exame dar resultado negativo.

Qual a orientação para grávidas?

O Ministério da Saúde mudou, em abril, o protocolo e incluiu grávidas e puérperas no grupo de risco para a COVID-19. Esse novo status exige maior atenção nos cuidados individuais e coletivos, já que essas mulheres podem apresentar casos mais graves da doença.

Estas são algumas das indicações para esse público: trabalho remoto ou afastamento, principalmente para trabalhadoras da saúde; apenas consultas e exames essenciais do pré-natal, com utilização da teleconsulta sempre que possível; ausência de visitas durante a gestação e o pós-parto; atenção redobrada à higiene dos cuidadores da mulher e do bebê.

Mães que estejam amamentando e  que tenham contraído a COVID-19 podem continuar a amamentar normalmente?

Não há nenhuma indicação para a suspensão da amamentação, pois não há transmissão de vírus por meio do leite materno. Caso não seja possível a retirada do leite por sucção mecânica, recomenda-se que a mãe amamente seu filho utilizando máscara.

O uso de máscaras por si só é suficiente para evitar o contágio?

Não. Ainda é necessário tomar outras medidas de precaução, como a lavagem das mãos e a utilização de álcool para limpar superfícies de contato.

O uso de máscaras pode ser recomendado para indivíduos que apresentem algum sinal respiratório, a fim de se evitar a propagação do vírus  e infecção de outros indivíduos.

Além disso, a utilização de máscaras é recomendada para profissionais de saúde e pessoas que estejam em contato com pacientes infectados. Importante: as outras medidas de prevenção devem ser mantidas mesmo com o uso de máscaras.

Quanto tempo o vírus vive fora do organismo, em uma embalagem tocada por pessoa infectada em um mercado, por exemplo?

Não podemos afirmar ao certo quanto tempo o vírus permanece viável em superfícies. Isso depende de muitas variáveis, como temperatura, umidade, material da superfície. Estudos com o SARS-CoV-1 indicam que o vírus pode permanecer viável de algumas horas até 9 dias. Um estudo recente com o SARS-CoV-2 mostrou que ele permanece viável em aerossóis por 3 horas, em superfícies de plástico ou inox por 3 dias, em cobre por 4 horas e em papelão por 8 horas. Mas atenção para um detalhe: o teste foi feito em 21°-23°C e 40% de umidade.

É importante lembrar que o SARS-CoV-2 pode ser facilmente inativado de superfícies com o uso de água e sabão ou álcool 70%. Assim como com a maioria dos produtos de limpeza que contêm saponáceos (sapólio, sabão em pó etc.) ou cloro (desinfetantes, água sanitária, lisol, pinhosol etc.).

Há medicamentos que agravam os sintomas da COVID-19, como o ibuprofeno?

Não é possível afirmar. Conforme explicado na seção Verdade ou Mentira?, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um anúncio em 17/3/2020 desaconselhando o uso de ibuprofeno em indivíduos que tenham sintomas de COVID-19. No entanto, embora muitos estudos estejam em andamento, ainda não há uma quantidade suficiente de dados clínicos que permita uma determinação final sobre o tema. Em 19/3/2020, a OMS divulgou nota revogando o anúncio anterior. Mas, por precaução, o Ministério da Saúde ainda mantém a recomendação de substituição de ibuprofeno por outros medicamentos.

Há medicamentos comprovadamente eficientes contra a COVID-19, como a cloriquina e a hidroxicloroquina?

Ainda não é possível afirmar. Conforme explicado na seção Verdade ou Mentira?, a Anvisa publicou uma nota técnica em 19/3/2020 explicando que, apesar de promissores, não existem estudos conclusivos que comprovam o uso de hidroxicloroquina  para o tratamento da COVID-19. Portanto, não há recomendação para pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus.

Pessoas em tratamento para doenças autoimunes que tomam corticoides devem continuar o uso dos remédios mesmo que isso agrave os sintomas do coronavírus?

É importante que indivíduos que façam uso contínuo de qualquer medicamento não o interrompam sem consultar um médico.

Tomar vitaminas para o sistema imunológico previne que eu tenha complicações mais graves caso seja infectado?

Não. Um sistema imunológico saudável, sem dúvida, vai auxiliar no combate às infecções virais. Porém, se você tem uma alimentação equilibrada, já está ingerindo a quantidade necessária de vitaminas para o bom funcionamento do seu corpo e do sistema imune.

Não existe nenhuma evidência científica de que suplementos vitamínicos possam prevenir complicações decorrentes da COVID-19.

Qual a diferença entre os coronavírus?

Os coronavírus fazem parte da família Coronaviridae, que inclui vírus que infectam humanos e outras espécies animais, como gatos, cachorros, morcegos, aves etc. Esses vírus apresentam estrutura e genoma muito parecidos, mas podem causar doenças diferentes nos animais que infectam. Por exemplo, os coronavírus que infectam cachorros e gatos causam gastroenterites. Já os que infectam o homem causam doenças respiratórias. Alguns coronavírus humanos estão normalmente associados a resfriados comuns e, eventualmente, a casos de pneumonia. Já outros foram associados a quadros respiratórios mais graves com alta taxa de mortalidade e morbidade.

É verdade que o coronavírus tem um alto grau de mutabilidade?

Não. As mutações são alterações de genoma que podem ocorrer durante o processo de multiplicação dos vírus. Os vírus da família Coronavidae são os que apresentam RNA como genoma. Todos os vírus com essa estrutura têm uma taxa de mutação que pode ser mais ou menos elevada, dependendo do vírus. Os coronavírus, no entanto, apresentam uma proteína responsável por “checar” se o genoma está sendo produzido de forma correta. Assim, a taxa de mutações desses vírus tende a ser baixa. Mas ainda não há estudos suficientes para dizer qual seu “grau de mutabilidade”.

Qual a diferença entre o coronavírus humano e o que afeta animais?

Em geral, os coronavírus apresentam uma restrição de transmissão entre espécies. Assim, os coronavírus humanos são aqueles que infectam exclusivamente o homem. O mesmo é verdade para os coronavírus que infectam outros animais. Eventualmente, essa barreira pode ser quebrada, pois mutações podem ocorrer, permitindo, por exemplo, que vírus que infectavam apenas animais passem a ser capazes de infectar o homem, como aconteceu com o SARS-CoV-2.

Recebi uma notícia duvidosa via WhatsApp e não tenho certeza de sua veracidade. Como proceder?

A orientação a toda a comunidade é procurar sites idôneos, como o da própria UFRJ, o do Ministério da Saúde e o da Secretaria Estadual de Saúde, para ter informações adequadas. Você pode, ainda, mandar um e-mail para coronavirus@ufrj.br para contribuir com nosso site.


As aulas estão mantidas?

Não. Conforme nota oficial emitida pela Reitoria, as aulas estão suspensas por 15 dias a partir de 16/3, medida sujeita à reavaliação ao final do período.

As atividades de técnicos-administrativos estão mantidas?

Conforme nota oficial emitida pela Reitoria, serão mantidas apenas as atividades consideradas essenciais, observando-se cuidados como revezamento e trabalho remoto em casos específicos.

As atividades extracurriculares estão mantidas?

Neste momento, a recomendação é de que todas as atividades extracurriculares (aulas inaugurais, cerimônias de entrega de títulos honoríficos, posses e eventos comemorativos, científicos, artísticos e culturais) sejam suspensas.

Há alguma orientação específica para os ambientes de estudo e trabalho?

As recomendações são para que sejam evitados ambientes fechados com ar-condicionado, que as janelas sejam abertas, que as superfícies desses locais sejam higienizadas com frequência e que haja a utilização de álcool em gel nas mãos.

O que é quarentena produtiva?

A quarentena produtiva consiste no isolamento domiciliar por 14 dias com a manutenção de atividades de estudo e/ou trabalho remotas. As pessoas devem manter contato com suas chefias imediatas, no caso de servidores, e com seus professores ou com a coordenação de curso, no caso dos estudantes, cumprindo as demandas necessárias.

As pessoas em quarentena produtiva devem evitar frequentar locais fechados e com aglomerações.

Em caso de contato com algum membro da comunidade acadêmica que tenha o quadro comprovado, devo desde já me ausentar da Universidade?

Sim. A recomendação é de que se ausente por 14 dias após o contato comprovado, seguindo a quarentena produtiva.

Em caso de falta ao trabalho ou à aula por suspeita de contágio, haverá abono?

Sim. As faltas serão abonadas mediante comprovação do contato com indivíduo positivo.

Quais são os documentos necessários para garantir o abono?

No caso dos viajantes, a cópia do passaporte ou do bilhete de retorno. Os estudantes ou servidores que tiveram contato  com casos suspeitos ou positivos para o coronavírus  deverão apresentar uma autodeclaração descrevendo de forma circunstanciada esse contato.

Atualizado em: 15/4/2020